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Para quem adora séries de tv, a possibilidade de vê-las no cinema sempre acaba criando muita expectativa, mas na maioria das vezes, a tela grande só serve para comprovar o dito popular que diz: “os melhores perfumes sempre estão nos menores frascos”.

As 4 amigas que inspiraram mulheres no mundo todo.
crédito: divulgação
Sex and the City estreou dez anos atrás e acabou influenciando uma inteira geração de mulheres no mundo inteiro. Eu e minhas amigas acompanhávamos as vicissitudes das quatro amigas americanas, como se fizéssemos parte de um mesmo grupo. Cada uma se identificava, ou era identificada, com alguma personagem ou, pior, se identificava com alguma situação apresentada nos episódios (sobretudo aquelas de “ pé-na-bunda” ou outras desilusões amorosas).

Manhattan é a "quinta" amiga.
crédito: divulgação
E depois, havia todo o glamour de Manhattan, os “cosmopolitans” , os restaurantes da moda, a moda, as galerias de arte e a suposta vida boa do primeiro mundo. A série foi sucesso imediato e serviu até de tema para estudos sociológicos sobre a mulher no final do século XX. Ela já havia conquistado a independência profissional, econômica e agora conquistava também a independência sexual. Houve até quem brincasse dizendo que Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Miranda (Cynthia Nixon) e Charlotte (Kristin Davis) seriam 4 mulheres heterossexuais que viviam como 4 homens gays.

Carrie e Big: 10 anos de namoro.
crédito: divulgação
Em 2003, quando foi anunciada que aquela seria a última temporada, apesar daquela tristeza que sempre sentimos quando alguma coisa boa acaba, achei que fazia sentido. As quatro amigas já haviam passado por praticamente todos os tipos de relacionamento possíveis. Namorados mais velhos, namorados mais novos, mais ricos, mais pobres, transas de uma noite só, homens bons de cama, homens péssimos de cama e até uma esbarrada no lesbianismo.
Já estava mesmo na hora de terminar, e no final, assim como em toda novela, as quatro acabaram felizes com seus respectivos pares. Miranda teve um filho e se mudou para o Brooklyn com seu marido, Samantha, depois de enfrentar um câncer, ficou com o seu namorado bonitão e bem mais jovem que ela. Charlotte achou um sapo-príncipe e Carrie finalmente ficou com Big (Chris Noth), ou seja, apesar de todas as aventuras, no final o amor romântico acabou levando a melhor. Nada contra, a ficção está aí pra isso.

Vestido de noiva Vivienne Westwood.
crédito: divulgação
Quando, no ano passado, finalmente foi anunciado que Sex and the City viraria filme, fiquei exultante. Que legal, poder ver as 4 de novo e ainda na telona! Mas confesso que o resultado ficou bem aquém das minhas expectativas. O filme é longo,140 minutos, o que no caso de Sex and the City seria praticamente meia temporada, e o merchandising das grifes mais famosas chega a ser irritante. Sim, grifes famosas também apareciam na série, e graças a ela mais mulheres ficaram sabendo o que são “manolos” ou “dolce”, mas duas horas e tanto disso, cansa.

Gosto não se discute...
crédito: divulgação
Quanto ao roteiro em si, algumas atitudes das protagonistas são tão exdrúxulas que eu me vejo na dura condição de ter que concordar quando os homens dizem que somos todas loucas, mas não vou explicitá-las aqui para não estragar o prazer de quem ainda não assistiu ao filme. Só sei que quando o último episódio de Sex and the City foi ao ar, pensei: “essa é uma série que vai ficar na história”. Quando o filme acabou, pensei: “vou comer um Big Mac’.

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falaserie
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